segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Livro destaca médicos de MT

RODIVALDO RIBEIRO
Da Reportagem

Dois médicos mato-grossenses tiveram, recentemente, artigo científico publicado no livro de medicina britânico "Glutamine in Clinical Nutrition", da editora inglesa Humana Press, de Londres. Trata-se do médico urologista Valter Torezan Gouvea Júnior e do cirurgião Cervantes Caporossi. 

Em termos simples, o estudo refere-se ao efeito benéfico da glutamina (um aminoácido polar sem carga elétrica, produzido pelo próprio corpo e que compõe as proteínas) em lesões dos rins e é resultado de uma descoberta nascida a partir da tese de mestrado do urologista Gouvea Júnior sob orientação do cirurgião, professor e pesquisador Cervantes Caporossi para o programa de mestrado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 

A publicação original ocorreu na Acta Cirúrgica Brasileira, em 2011. Professor-doutor da UFMT, Cervantes Caporossi explicou à reportagem do Diário de Cuiabá como tudo se deu. "Sou professor da UFMT há mais de 30 anos e faço parte da pós-graduação. Meu aluno [Gouvea Junior] fez um trabalho de mestrado e esse trabalho foi publicado primeiro em uma revista nacional já em inglês. Por se tratar de um tema com uma abordagem relativamente original, a editora inglesa achou relevante e pediu uma ampliação do estudo para a publicação. Um pedido que nos deu uma grande honra em realizar". 

Além do "tema relativamente original", há também poucas publicações específicas sobre esse estudo no mundo. A pesquisa, realizada e desenvolvida aqui mesmo em Mato Grosso, foi feita com base em um estudo experimental em ratos. 

O trabalho discute os benefícios do uso da glutamina com a finalidade de diminuir danos ao rim em caso de isquemia renal (situação em que o sangue é bloqueado temporariamente de uma região do rim ou do rim inteiro para a remoção de tumores ou para transplantes). 

"Em caso de isquemia as células que estão sem sangue produzem substâncias impuras que podem fazer mal ao paciente. Com a glutamina, os danos são menores, pois ela oferece proteção parcial nesta agressão", afirma o urologista Valter Torezan Gouvea Júnior. Os editores do livro também reuniram nessa obra os efeitos da glutamina em vários outros órgãos do corpo. 

Para Dr. Cervante Caporossi, a publicação serve para mostrar que Mato Grosso também têm médicos em condições de contribuir para a
... (continua em http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=465278 )
  • DOWNLOAD PARCIAL. LARCEN, César Gonçalves. Mais uma lacônica viagem no tempo e no espaço: explorando o ciberespaço e liquefazendo fronteiras entre o moderno e o pós-moderno atravessando o campo dos Estudos Culturais. Porto Alegre: César Gonçalves Larcen Editor, 2011. 144 p. il.
  • DOWNLOAD GRATUÍTO. FREE DOWNLOAD. AGUIAR, Vitor Hugo Berenhauser de. As regras do Truco Cego. Porto Alegre: César Gonçalves Larcen Editor, 2012. 58 p. il.
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  • CALLONI, H.; LARCEN, C. G. From modern chess to liquid games: an approach based on the cultural studies field to study the modern and the post-modern education on punctual elements. CRIAR EDUCAÇÃO Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação UNESC, v. 3, p. 1-19, 2014.
    http://periodicos.unesc.net/index.php/criaredu/article/view/1437


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Emigração portuguesa está a ser alvo de estudo no Luxemburgo

BY  / 20 JAN 2015

Nove alunos do mestrado em História Contemporânea da Universidade do Luxemburgo frequentaram durante três semestres um seminário dedicado à emigração portuguesa, tendo realizado uma série de trabalhos sobre os imigrantes no país, que vão desde o papel dos clubes de futebol amadores na integração dos portugueses à importância da gastronomia, passando pelo papel das mulheres na emigração, o empreendedorismo ou a integração no ensino.

Entre os nove alunos que apresentaram trabalhos sobre a emigração portuguesa, só um é português.

Para a responsável do seminário, Elisabeth Boesen, a escolha do tema – uma estreia no seminário de investigação Moving Europeans – "era uma evidência, considerando o elevado número de portugueses no Luxemburgo", e pode vir a dar origem a novos trabalhos científicos sobre a comunidade portuguesa no país.

"Pelo menos dois destes trabalhos vão ser desenvolvidos e dar origem a teses de mestrado", um sobre culinária e outro sobre futebol, adiantou, sublinhando a importância de aumentar o número de estudos sobre a emigração portuguesa.

"Faltam estudos qualitativos, que vão além das estatísticas, sobre os portugueses no Luxemburgo, mas começa a ser feita cada vez mais investigação nesta área no domínio da História e das Ciências Sociais, e tivemos já uma tese de doutoramento e uma tese de mestrado sobre este tema", disse Elisabeth Boesen.

Para a investigadora Yvette Santos, da Universidade Nova de Lisboa, convidada para moderar o debate durante a apresentação dos trabalhos no Centro de Documentação das Migrações Humanas, em Dudelange, a iniciativa de dedicar um seminário ao estudo da emigração portuguesa no Luxemburgo abre novas perspetivas.

"Geralmente os estudos sobre a emigração portuguesa são feitos por luso-descendentes, e foi um desafio interessante ter uma perspetiva nova. O mais interessante foi o que eles próprios aprenderam sobre esta realidade, olhando-a de maneira diferente, mudando a imagem que pudessem ter", disse a investigadora portuguesa, autora de uma tese de doutoramento sobre a política de emigração no Estado Novo.

Patrick Coelho, licenciado em História pela Universidade do Luxemburgo, conduziu um inquérito junto de emigrantes e proprietários de restaurantes sobre a importância da gastronomia para a identidade e a cultura portuguesa, e é um dos dois alunos que vão desenvolver o projeto na tese de... (continua em http://www.revistaport.com/emigracao-portuguesa-esta-a-ser-alvo-de-estudo-no-luxemburgo/ )
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Estudante de Coimbra lança livro sobre a evolução do punk em Portugal

19 Janeiro, 2015 at 15:49
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Foto - Carlos Jorge Monteiro

Foto – Carlos Jorge Monteiro

estudante da Universidade de Coimbra Paulo Lemos lançou um livro sobre a evolução do punk emPortugal, intitulado "A Vida Suburbana", a partir da sua tese de mestrado em Estudos Artísticos.

A ligação de Paulo Lemos ao punk, que desde a adolescência esteve envolvido em várias bandas deste género musical, levaram-no a abordar o tema, analisando a evolução do punk em Portugal desde "1978 até 2005″.

Segundo o agora estudante de doutoramento na Universidade de Coimbra, o punk começou com um número muito reduzido de bandas em Portugal, na década de 1970.

Em 1980, observou-se "o desenvolvimento de subgéneros" e, nos anos 1990, o punk acabou por registar o seu maior crescimento, quer de bandas, quer de público.

"Hoje, o punk não é alvo de tanto interesse", sublinhou.

Depois dos anos 1990, "o movimento punk abrandou", devido à internet e à globalização, que expuseram "os jovens adolescentes a muitas mais tribos urbanas", explanou.

Outra razão é a evolução da própria "cena punk", com várias divisões de públicos e de bandas, motivadas também "por ramificações musicais" do género, acabando o punk por aparecer "repartido por diferentes subgéneros".

Para além dessa análise, Paulo Lemos constata, no seu livro, que alguns dos músicos que hoje tocam em bandas como Madredeus, Linda Martini ou PAUS, entre outras, "começaram a sua carreira e formação musical no punk. Embora depois se tenham afastado musicalmente, continuam com um espírito de intervenção".

"O punk tem esta componente do simplismo musical", em que a vontade de tocar torna "a técnica pouco relevante", salientou, referindo que este género acabou por ser a base de formação de muitos músicos portugueses.

O livro, editado pela Associação Cultural Burra de Milho, tem ainda como caso de estudo a banda de punk Mata-Ratos, conjunto... (continua em http://www.asbeiras.pt/2015/01/estudante-de-coimbra-lanca-livro-sobre-a-evolucao-do-punk-em-portugal/ )

A tese que deu origem ao livro teve como orientador Paulo Estudante, docente da UC, e ainda Miguel Newton, vocalista dos Mata-Ratos, como coorientador.


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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Octavio Luiz Franco: "Bolsistas, aprendizes ou simplesmente cabide de empregos"

Coordenador do S-Inova, Professor do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia da Universidade Católica Dom Bosco.

9 de Janeiro de 2015 | 00h00


Nos últimos anos o governo brasileiro tem, gradualmente, aumentado seu investimento na formação de pessoal estando a pós-graduação consolidada como um espaço estratégico para geração de conhecimento que indubitavelmente deverá contribuir para o direcionamento de estratégias do desenvolvimento nacional. Inúmeros exemplos mundiais como Alemanha e Estados Unidos já demonstraram claramente que a formação de excelência associada ao brilhantismo de certos indivíduos e trabalho árduo pode levar inequivocamente o país a patamares superiores em todos os campos.

O Brasil é uma clara exceção, em que a pós-graduação, além de ser gratuita, apresenta incentivos governamentais. Estes estímulos se apresentam em forma de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, objetivando que pensadores em formação possam se dedicar integralmente a pesquisa e ao conhecimento. Vale a pena ressaltar que as bolsas de estudo são essenciais e definitivas para o bom desenvolvimento dos estudantes de pós-graduação em nosso país. Entretanto, com o incrível aumento da quantidade de bolsas na última década, devemos nos questionar se o número de bolsas tem sido realmente absorvido somente por alunos de excelência. 

Os alunos bolsistas de um modo geral devem atuar como aprendizes que por definição são pessoas que aprendem um ofício ou arte. Mas o que define um bom ou mau aprendiz? Independente da área, o que se espera de um excelente aprendiz consiste em dedicação acima da média somada à curiosidade e paixão por aquilo que se quer aprender. Como exemplo pode-se citar Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, o famoso artista responsável pela pintura da Capela Sistina. Michelangelo iniciou sua carreira de escultor e pintor como aprendiz dos irmãos Davide e Domenico Ghirlandaio e anos mais tarde, dado o seu talento e dedicação, foi encaminhado e também treinado por Lorenzo de Médici em Florença.  

Em comparação aos dias de hoje como bolsa o mesmo recebia alimento, estadia e proteção da família Médici. Desta forma Michelangelo estava apenas fazendo algo similar à pós-graduação, pois recebia auxílio para aprender técnicas e obter inspiração. Anos mais tarde, além de se tornar um grande mestre, também se tornou um tutor que aceitava apenas poucos e seletos aprendizes que eram iniciados nas técnicas mais avançadas da arte. Tais aprendizes eram considerados os maiores prodígios da arte, sendo aceitos apenas a duras penas.

Nos dias de hoje, entretanto tem-se observado algo um pouco diferente. Dado ao massivo número de bolsas, uma enorme quantidade de alunos de ciências básicas têm se focado no desenvolvimento do mestrado e doutorado. Mas estes alunos realmente estão interessados em aprender um ofício e se tornarem experts em uma temática estratégica para nossa nação? Ou simplesmente estes alunos têm optado por este caminho por uma completa ausência de empregos, utilizando basicamente as bolsas de estudos oferecidas pelo governo como botes salva-vidas.

Obviamente, em meio a esta miríade pessoas, será possível selecionar algumas mentes brilhantes, mas talvez seja hora de repensarmos como melhor selecionar os estudantes que apresentam vocação para a ciência. Uma vez que, o futuro de nosso país está indubitavelmente entregue a estas mãos e cérebros, as bolsas de estudos devem ser concedidas apenas aos melhores aprendizes.

Estes deverão combinar paixão, dedicação e talento ao que se propõem a aprender e não a todos que simplesmente não tem ou não querem outra opção. A ciência está... (continua em http://www.correiodoestado.com.br/opiniao/octavio-luiz-franco-bolsistas-aprendizes-ou-simplesmente-cabide/236597/ )
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Jovem doente neuromuscular pede ajuda para comprar carrinha, arranjar trabalho e acabar mestrado

Escrito por Jornal A Guarda. Colocado em Sabugal

Sabugal


Nelson Fernandes, de 29 anos, residente em Badamalos, no concelho do Sabugal, doente neuromuscular, está a promover uma campanha de angariação de fundos para poder comprar uma carrinha adaptada, para terminar o mestrado e para arranjar trabalho.
O jovem é licenciado em Sociologia e, no ano passado, começou a frequentar o Mestrado em Ciência Política, na Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, mas teve que suspender os estudos devido à doença. "A doença já se manifesta desde os 18 anos. Só que, com o passar dos anos, como é uma doença neuromuscular, perdi algumas faculdades e actualmente desloco-me numa cadeira de rodas eléctrica", contou ao Jornal A Guarda.
Nelson avançou com a campanha de angariação de fundos para tentar encontrar trabalho, uma vez que é licenciado em Sociologia, para poder acabar os estudos na UBI e para adquirir uma carrinha adaptada, para se poder deslocar, que custa cerca de 50 mil euros. Como a sua família não tem capacidade financeira para realizar o investimento, Nelson Fernandes começou com a campanha solidária no dia 1 de Dezembro. "A campanha está a ter aceitação. Não está a correr muito mal", disse o jovem, indicando que até ao dia 17 de Dezembro já tinha reunido cerca de 3.700 euros, ofertados por pessoas conhecidas da zona do Sabugal e também por parte de alguns emigrantes naturais da região. A Câmara Municipal do Sabugal "também já manifestou interesse em ajudar", disse, indicando que todo o donativo, "por pouco que seja, é bem-vindo".

A campanha de angariação de fundos, que está autorizada pelo Ministério da Administração Interna, vai decorrer até ao dia 31 de Janeiro, podendo os interessados... (continua em http://www.jornalaguarda.com/index.php/regiao/sabugal/1834-jovem-doente-neuromuscular-pede-ajuda-para-comprar-carrinha-arranjar-trabalho-e-acabar-mestrado )
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    http://periodicos.unesc.net/index.php/criaredu/article/view/1437


ROSEANA FARÁ MESTRADO NOS EUA

3 DE JANEIRO DE 2015 ÀS 07:44

Maranhão 247 - A ex-governadora Roseana Sarney está disposta a preparar as malas e se mudar para os Estados Unidos, onde faria curso de ciência política – no Maranhão, de fato, o clima não anda nada bom para ela, que terá a gestão investigada a fundo pelo novo governador Flávio Dino (leia mais aqui).

Quem informa sobre a partida de Roseana é a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. Leia abaixo:

BIBLIOTECA
A ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney deve passar uma temporada nos EUA. Segundo o ex-presidente José Sarney, ela deve fazer um mestrado em uma área ligada à ciência política.

EM CASA

Já Sarney, ... (continua em http://www.brasil247.com/pt/247/maranhao247/165405/Na-mira-de-Dino-Roseana-far%C3%A1-mestrado-nos-EUA.htm )
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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Entenda diferenças entre Pós, MBA, Mestrado, Mestrado Profissional e Doutorado

COTIDIANO / ENSINO SUPERIOR
23.12.2014 | 10h00


Qual a diferença entre Pós e MBA? Onde buscar os melhores cursos de especialização? Posso fazer doutorado sem ter feito mestrado? O que é mestrado profissional? Tire suas dúvidas!


DO IG 
Com o crescimento no número de concluintes em cursos de graduação no país - o quantitativo ultrapassa mais de 1 milhão de formados em um ano, de acordo com o Censo Escolar -, um dos caminhos naturais da carreira é a realização de uma pós-graduação. E opções de cursos é o que não faltam. Só de mestrados e doutorados, por exemplo, existem mais de 5 mil cursos.

Depois de 50 anos de história, federal do Acre abre sua 1ª turma de doutorado
Apenas 12% dos programas de pós-graduação brasileiros têm padrão internacional
Dicas para fazer pós-graduação no exterior

Dentro desse leque, questionamentos é o que não falta. Por exemplo, os MBA´s (da sigla em inglês, Master Business Administration) são cursos de mestrado? Ou ainda: Existem cursos gratuitos de pós-graduação? E onde buscar as melhores opções de especialização?

Para tirar essas e outras dúvidas sobre o tema, além de descobrir que é possível, por exemplo, tentar um doutorado mesmo sem ter feito o mestrado, o iG Educação preparou um guia amplo sobre as principais diferenças e as informações mais fundamentais sobre todos os tipos de pós-graduações existentes no país.

Pós-graduação no Brasil

No País, existem dois tipos de cursos de pós-graduação. São os cursos "lato sensu", como as especializações e os MBA´s, e os "stricto sensu", que são os mestrados e os doutorados. Existe uma série de diferenças entre eles. As pós-graduações "lato sensu", geralmente, têm uma menor duração e tendem a ser menos exigentes que os mestrados e doutorado. Além disso, elas não precisam ter uma autorização prévia do MEC. A instituição que já oferece cursos de graduação, e é autorizada pelo ministério a funcionar, não precisa pedir permissão ao MEC para criar novos cursos. Sendo assim, eles tendem a ser mais flexíveis, conseguindo atender necessidades mais específicas do mercado de trabalho, por exemplo.

Já os cursos "stricto sensu" precisam de autorização do governo para funcionar. Cabe à Capes realizar a recomendação do curso para que ele possa funcionar. É durante a avaliação realizada por essa agência que são atribuídas as notas para cada um dos programas de pós-graduação ("stricto sensu") existentes no país. Essa pontuação, que se torna pública e pode ser consultada na internet, atesta o nível de qualidade do curso, tornando-se mais fácil a escolha do candidato.

Confira, a seguir, características mais específicas sobre cada modalidade:

1. ESPECIALIZAÇÃO:

De forma mais ampla, todo curso que é realizado após o ensino superior é chamado de curso de pós-graduação. Contudo, no país, o termo abreviado "pós" foi comumente associado a cursos de especialização. Essa modalidade de pós-graduação é vista por muitos candidatos como uma oportunidade de mudar de área. É comum os cursos de especialização estarem abertos a graduados de qualquer área de conhecimento. De acordo com o MEC, normalmente, a "pós" é um curso que tem o objetivo técnico ou profissional mais específico, sem abranger totalmente uma área de conhecimento. No entanto, ele precisa seguir algumas regras mínimas. Caso contrário, ele será considerado um simples curso livre. Conheça as principais exigências da especialização:

#Perfil do candidato: requisito mínimo exigido é que o candidato tenha diploma de curso superior

#Como escolher os cursos? Pela falta de fiscalização e controle na criação dos cursos de especialização pelo MEC, não existe um sistema oficial disponibilizando uma relação completa desses cursos. Assim, a melhor forma de escolher a pós é analisando algumas informações que podem melhor indicar o nível de qualidade da instituição.

Por meio do sistema eletrônico E-mec é possível fazer uma busca em todas as faculdades, centros universitários e universidades brasileiras. Lá, é possível conferir o endereço da instituição, telefones e sites. Também é possível conferir as áreas de conhecimento dos cursos de graduação que a instituição oferece, além de dados sobre fundação e se ela tem ficha suja no MEC (opção "ocorrências"). Adicionalmente, recomenda-se fazer visitas prévias à coordenação do curso, avaliar o programa de aulas da pós e verificar se ela é bem reconhecida no mercado.

#Fique atento! Dos professores que farão parte do corpo docente do curso, pelo menos metade deles devem ser mestres ou doutores. E os demais, devem ter, pelo menos, a formação de especialista.

#Duração: os curso têm duração mínima de 360 horas. Nesse tempo, no entanto, não estão computados as horas de estudo individual, sem assistência do professor, e nem do tempo reservado, obrigatoriamente, à elaboração do trabalho final.

#Processo seletivo: cabe à própria instituição definir seus critérios de seleção. Se o candidato se sentir injustiçado durante o processo, ele pode até levar sua queixa à Secretaria de Educação Superior (SESu), responsável pelos cursos "lato sensu".

#Custo: geralmente os cursos de especialização são pagos, tanto em instituições privadas quanto nas públicas. A cobrança pelo pagamento em universidades estaduais e federais, por exemplo, ocorre porque esses cursos não são considerados "atividades de ensino regulares, como os mestrados e o doutorado".

#Trabalho final de conclusão: é comum que os cursos exijam a elaboração de uma monografia. No entanto, é possível outras modalidades de trabalho final, como a elaboração de artigos, por exemplo.

#Titulação: ao concluir, o aluno ganha o título de especialista. A titulação ocorre por meio da emissão de um certificado pela instituição que ofertou o curso. Com o documento em mãos, o candidato pode, por exemplo, ser professor universitário em instituições privadas.

Geralmente os cursos de MBA são pagos, tanto em instituições privadas quanto públicas

2. MBA:

O MBA (da sigla em inglês, Master Business Administration) não é um curso de mestrado, como o nome sugere. Junto com a especialização, ele é um curso "lato sensu". Sendo assim, muitas de suas características são comuns com a "pós". De acordo com o próprio MEC, os MBA´s "nada mais são do que cursos de especialização em nível de pós-graduação na área de Administração".

Muitos dos cursos oferecidos são voltados para o campo dos negócios e da gestão. No entanto, é possível encontrar MBA´s de outras áreas, como comunicação e saúde.

#Perfil do candidato: independente do segmento do MBA, o curso em si é visto como uma oportunidade de realização e troca de contatos profissionais. Para fomentar esse networking é comum algumas instituições exigirem que o candidato tenha tido experiências de trabalho já consolidadas. O diploma da graduação também é obrigatório.

#Como escolher os cursos? O candidato pode, como nos cursos de especialização, consultar o portal E-mec para obter mais informações sobre se a instituição pretendida oferece algum tipo de MBA.

#Fique atento! De Forma complementar, o candidato também pode consultar se o curso faz parte da Associação Nacional de MBA (Anamba) - uma organização que monitora os parâmetros de qualidade. Mas vale lembrar que a não presença de cursos na Anamba não significa que ele não é de qualidade.

#Duração: os cursos têm duração mínima de 360 horas. Nesse tempo, no entanto, não estão computados as horas de estudo individual, sem assistência do professor, e nem do tempo reservado à elaboração do trabalho final.

#Processo seletivo: cabe à própria instituição definir seus critérios de seleção. Se o candidato se sentir injustiçado durante o processo, ele também pode levar sua queixa à Secretaria de Educação Superior (SESu), responsável pelos cursos lato sensu.

#Custo: geralmente os cursos de MBA são pagos. Tanto em instituições privadas quanto públicas. A cobrança pelo pagamento em universidades estaduais e federais, por exemplo, ocorre porque esses cursos não são considerados "atividades de ensino regulares", como os mestrados e o doutorado.

#Trabalho final de conclusão: elaboração de uma monografia ou outras modalidades de trabalho final

#Titulação: ao fim do curso, o candidato tem o título de pós-graduação em nível "lato sensu".

3. MESTRADO:

Para funcionar, os cursos "stricto sensu" como os mestrados precisam ser recomendados pela Capes e reconhecidos pelo MEC. É essa agência do Ministério da Educação que avalia o curso e atesta sua qualidade. As notas vão de 1 a 7 (nota máxima). Os cursos precisam ter, ao menos, a nota 3. Aqueles que possuem nota 5 já são considerados com "elevado padrão de qualidade". Mas, para ter essa nota, é preciso que tenham cursos de doutorado, além do mestrado. O máximo possível é a nota 7, que significa que o curso tem um "desempenho claramente destacado", afirma a Capes.



#Perfil do candidato: é importante que o candidato tenha interesse na realização de pesquisas científicas. Muitos dos mestrandos pretendem seguir a carreira acadêmica, ou seja, querem ser professores universitários.

#Como escolher os cursos? Os cursos recomendados pela Capes podem ser consultados pela internet. No portal da agência é possível conferir as notas dos programas e também relatórios detalhados sobre a qualidade do corpo docente, das instalações e da proposta curricular do mestrado.

#Fique atento! Ao contrário dos cursos de especialização e MBA, em cursos "stricto sensu" como o mestrado, é desejável que o postulante se dedique integralmente aos estudos, deixando de lado o trabalho e outras atividades.

#Duração: geralmente têm duração de dois anos. Mas é comum ser estendido até dois anos e meio. No primeiro ano os estudantes têm aulas, no segundo, se dedicam à confecção do trabalho final de conclusão.

#Processo seletivo: cabem às instituições de ensino ditarem as regras de seleção dos alunos. De acordo com a Capes, "eventuais abusos de poder podem ser corrigidos através de recurso na própria instituição ou dos órgãos de defesa do consumidor ".

#Custo: como são considerados cursos regulares pelo MEC, nenhuma instituição de ensino pública pode cobrar pelo mestrado. Dessa forma, o candidato selecionado não precisa pagar mensalidades para a realização do mestrado. Além disso, é comum parte dos estudantes ganharem bolsa mensal de auxílio durante o curso. Além da Capes, que oferece uma bolsa no valor médio de R$ 1.500, outras agências de fomento como o CNPq, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e as fundações de pesquisa como a Fapesp também oferecem esse tipo de auxílio. Já nas privadas que têm mestrado, praticamente todos os cursos são cobrados. Contudo, os alunos matriculados em instituições particulares também podem postular a essas bolsas de auxílio.

#Trabalho final de conclusão: é necessário que o estudante elabore uma dissertação ao final do curso. E a pesquisa deve ser apresentada e defendida diante de um grupo de pesquisadores e especialistas para ser aprovado.

#Titulação: ao final do curso, o aluno adquire um diploma de mestre.

42 mil É a quantidade de mestres formados no Brasil por ano
12mil É o número de doutores formados no país a cada ano
58 doutores por milhão de habitantes é a relação existente no Brasil
278 doutores por milhão de habitantes é o que ocorre em Portugal
0,12% É o porcentual de brasileiros com o título de doutor

4. MESTRADO PROFISSIONAL:

É uma modalidade mais recente de cursos "stricto sensu". O mestrado profissional foi regulamentado em 2009. Sua principal diferença em relação ao mestrado (acadêmico) é o seu enfoque voltado à qualificação profissional do candidato. Além disso, o candidato tem mais opções de realização do trabalho final de conclusão.

#Perfil do candidato: geralmente o postulante não tem pretensão de abandonar o mercado de trabalho após a conclusão do curso para seguir a carreira acadêmica.

#Como escolher os cursos? Segue a mesma sistemática do conjunto de cursos "stricto sensu". Assim, para consultar os cursos de mestrados acadêmicos recomendados pela Capes basta o candidato acessar o portal da agência.

#Fique atento! Como a modalidade é recente, a oferta é restrita.

#Duração: geralmente têm duração de dois anos, mas pode se estendido por mais meses.

#Processo seletivo: cabe à instituição ofertante definir e anunciar publicamente as regras do certame.

#Custo: mesma sistemática dos mestrados acadêmicos, ou seja, cabem às instituições de ensino ditarem as regras de seleção dos alunos.

#Trabalho final de conclusão: pode ser apresentado em vários formatos além da dissertação, como por exemplo por meio da elaboração de um artigo, desenvolvimento de aplicativo, elaboração de estudo de caso ou produção artística.

#Titulação: De acordo com o Conselho Nacional de Educação (CNE) - orgão consultor do MEC -, como todo curso "stricto sensu", o diploma do mestrado profissional tem validade nacional e grau "idêntico" ao mestrado acadêmico. Sendo assim, quem finaliza o mestrado profissional também fica habilitado a ser um professor universitário, por exemplo.

5. DOUTORADO:

Além dos mestrados, o doutorado é outra modalidade de cursos "stricto sensu". Sendo assim, os normativos são semelhantes. No país, são quase 2 mil cursos voltados para a formação de doutor. Uma quantidade bem mais baixa que a de mestrados acadêmicos, mas superior a de mestrados profissionais. Saiba mais sobre os número


Uma das principais diferenças entre o mestrado e o doutorado está no nível de exigência que é solicitado aos candidatos selecionados no doutorado. Para ser professor de uma universidade pública, por exemplo, é preciso ter o doutorado.

Já depois dessa titulação, o candidato que finaliza o curso de doutorado ainda pode prosseguir nos estudos, realizando aprofundamentos de pesquisas. Tais atividades já são consideradas como de " pós-doc", ou seja, de pós-doutorado. No Brasil, ainda não existe a modalidade de doutorado profissional.

#Perfil do candidato: é recomendável que o postulante tenha forte interesse analítico no desenvolvimento de pesquisas científicas. É preferível que o candidato se dedique inteiramente ao doutorado em regime de dedicação exclusiva.

#Como escolher os cursos? Segue a mesma sistemática do conjunto de cursos "stricto sensu". Assim, para consultar os cursos de doutorado recomendados pela Capes basta o candidato acessar o portal da Capes. Lá, é possível conferir as notas dos programas e também relatórios detalhados sobre a qualidade do corpo docente, das instalações e da proposta curricular do doutorado.

#Fique atento! Mesmo exigindo um nível alto do candidato, é possível que pessoas que tenham apenas o título de graduação tentem uma vaga em doutorados. O candidato deve ficar atento aos editais de seleção.

#Duração: geralmente quatro anos.

#Processo seletivo: Mesma sistemática dos mestrados , ou seja, cabem às instituições de ensino ditarem as regras de seleção dos alunos. De acordo com a Capes, "eventuais abusos de poder podem ser corrigidos através de recurso na própria instituição ou via órgãos de defesa do consumidor".

#Custo: Como são considerados cursos regulares pelo MEC, nenhuma instituição de ensino pública pode cobrar pelo doutorado. Dessa forma, o candidato selecionado não precisa pagar mensalidades para a realização do doutorado. Além disso, é comum parte dos estudantes ganharem uma bolsa mensal de auxílio financeiro durante o curso. Além da Capes, que oferece uma bolsa no valor médio de R$ 2.200, outras agências de fomento como o CNPq, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e as fundações de pesquisa como a Fapesp também oferecem esse tipo de auxílio. Já nas privadas que têm doutorado, praticamente todos os cursos são cobrados. Os alunos de instituições particulares, contudo, também podem postular a essas bolsas de auxílio.

#Trabalho final de conclusão: o candidato precisa defender uma tese "que represente trabalho de pesquisa importando em real contribuição para o conhecimento do tema", atesta a Capes. É também fundamental que o objeto de estudo tenha um enfoque inovador.

#Titulação: oferece o título de doutorado, ou seja, os concluintes podem, sim, ser chamados de doutores.

Fontes

Para a elaboração dessas orientações e construção desse mapeamento consolidado, a reportagem contou com a colaboração de especialistas na área, como o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), José Fernandes de Lima, Gustavo Balduíno, secretário executivo da Andifes (a associação dos reitores das universidades federais), e o especialista em educação Claudio de Moura Castro, ex-diretor da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão federal responsável pela avaliação dos cursos de mestrado e doutorado no país.

Adicionalmente, ainda foi consultada uma série de normativas presentes nos bancos de dados do Ministério da Educação (MEC), do Conselho Nacional de Educação (CNE) e da Capes. O objetivo era ficar por dentro de todos os detalhes e meandros e simplificar, ao máximo, a legislação. Tudo isso para esclarecer as principais dúvidas dos futuros candidatos da forma mais prática possível.

Os dados sobre o número de pós-graduados formados no país e a relação de doutores por milhão de habitantes no Brasil e em Portugal foram... (continua em http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=219959 )








  • DOWNLOAD PARCIAL. LARCEN, César Gonçalves. Mais uma lacônica viagem no tempo e no espaço: explorando o ciberespaço e liquefazendo fronteiras entre o moderno e o pós-moderno atravessando o campo dos Estudos Culturais. Porto Alegre: César Gonçalves Larcen Editor, 2011. 144 p. il.
  • DOWNLOAD GRATUÍTO. FREE DOWNLOAD. AGUIAR, Vitor Hugo Berenhauser de. As regras do Truco Cego. Porto Alegre: César Gonçalves Larcen Editor, 2012. 58 p. il.
  • DOWNLOAD GRATUÍTO. FREE DOWNLOAD. LINCK, Ricardo Ramos. LORENZI, Fabiana. Clusterização: utilizando Inteligência Artificial para agrupar pessoas. Porto Alegre: César Gonçalves Larcen Editor, 2013. 120p. il.
  • DOWNLOAD GRATUÍTO. FREE DOWNLOAD. LARCEN, César Gonçalves. Pedagogias Culturais: dos estudos de mídia tradicionais ao estudo do ciberespaço em investigações no âmbito dos Estudos Culturais e da Educação. Porto Alegre: César Gonçalves Larcen Editor, 2013. 120 p.
  • CALLONI, H.; LARCEN, C. G. From modern chess to liquid games: an approach based on the cultural studies field to study the modern and the post-modern education on punctual elements. CRIAR EDUCAÇÃO Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação UNESC, v. 3, p. 1-19, 2014.
    http://periodicos.unesc.net/index.php/criaredu/article/view/1437